Primeiramente
vendi em Curitiba, depois nas temporadas (Janeiro, fevereiro e março), vendi
nas escolas do interior.
Com
uma Kombi 1993 viajava sozinho de cidade em cidade.
Um
dia antes das vendas entregava um bilhete aos alunos, informando aos pais
que no dia seguinte estaria uma “equipe” de Curitiba vendendo
livros e uniformes diretos da fábrica. As vendas eram boas porque quando os
pais encomendavam direto no Colégio demorava muito tempo para chegar. E o
número comprado nem sempre era compatível com o tamanho do mostruário etc.
Vendi
em Ponta Grossa, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Francisco Beltrão, Cascavel,
Medianeira, Foz do Iguaçu, Telêmaco Borba, União da Vitória, Guaíra, Terra
Roxa, Umuarama, Cianorte e finalmente em Paranaguá.
Quando
algum pai ou mãe me perguntavam da “equipe” escrita no bilhete, eu
respondia que era eu e meu anjo da guarda.
Era
tão bom viajar de cidade para cidade, principalmente de madrugada com o céu
estrelado que poderia enxergar muitas estrelas, quase na borda do horizonte.
Por
vezes a pessoa ficava relutante em apanhar o folheto, mas quando a Kombi já
estava longe, pelo retrovisor eu via a pessoa retroceder alguns passos e
apanhar o folheto.
As
despesas eram rachadas entre eu e o fornecedor; combustível, pousada e
alimentação. Muitas vezes eu consegui pousar no colégio em que vendi e assim
economizei tanto para mim e também para o fornecedor. Só que as despesas de
mecânica eram por minha conta.
Como
foi citado a princípio ocorreram coisas boas, mas também alguns problemas.
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